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Caderninho Preto

Escravos da moda na Cori, Luigi Bertolli e Emme

Cori verão 2014 SPFW. A Cori é uma das grifes que utiliza mão-de-obra em péssimas condições de trabalho para confeccionar suas roupas.

Cori verão 2014 SPFW. A Cori é uma das grifes que utiliza mão-de-obra em péssimas condições de trabalho para confeccionar suas roupas.

A excelente reportagem feita pelo TV Folha durante a semana da São Paulo Fashion Week continua “bombando” na internet. Vale a pena ver o vídeo e ler os comentários das pessoas:

Tópicos abordados:

  • legislação trabalhista no Brasil e na China – o pior é a Glória Kalil falando que tudo bem o trabalho escravo na China, “ah mas na China pode!”
  • vítimas da moda – seriam os trabalhadores/escravos ou os compradores/alienados?
  • responsabilidade e solidariedade pela produção – a cadeia é fragmentada, o sistema é complexo, Flusser fala sobre essa ausência de responsabilidade no Design
  • cerceamento do direito de ir e vir
  • servidão por dívida
  • jornadas de trabalho extensas
  • morar no local de trabalho

Sobre a reportagem:

Na semana em que aconteceu a São Paulo Fashion Week, os repórteres especiais da Folha Laura Capriglione e Morris Kachani mostram as duas faces dos “escravos da moda”.

De um lado, trabalhadores bolivianos foram encontrados em condições análogas à escravidão em confecções na capital paulista. De outro, os repórteres mostram frequentadores da São Paulo Fashion Week que gastam tudo o que eles têm para se vestir de acordo com a moda.

Em blitz na semana passada, o Ministério Público do Trabalho flagrou bolivianos sem documentação brasileira e cumprindo jornadas superiores a 12 horas em uma prestadora de serviços da Gep Indústria e Comércio.

Ela é dona da marca Cori, grife que, na segunda-feira passada, abriu os desfiles da semana de moda. Cada um deles recebeu cerca de R$ 20 mil, pagos em dinheiro.

Aqui cabe a expressão "trabalho de chinês na prisão" que certa vez um prof. da Escola de Design UEMG usou para se referir a "trabalho minucioso"...

Aqui cabe a expressão “trabalho de chinês na prisão” que certa vez um prof. da Escola de Design UEMG usou para se referir a “trabalho minucioso”…

Outras marcas relacionadas a Gep Indústria e Comércio são: Luigi Bertolli e Emme.

Bom, já sabemos onde a gente não vai comprar roupa!

Loja da Emme

Loja da Emme

Loja da Luigi Bertolli

Loja da Luigi Bertolli

Loja da Cori

Loja da Cori

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